Dando início às sessões do #HabboRecords, hoje trazemos uma entrevista com um dos talentos do nosso Hotel ( \o/).
O entrevistado de hoje compõe e canta música num estilo bem legal! Ele é um rapper fofo, com um coração gigante, que compõe sobre as coisas mais bonitas da nossa juventude e infância!
É com muita alegria que apresentamos MAC LOVE!
STAFFS: Como começou o seu interesse pela música? Com quantos anos você começou a compor?
MAC LOVE: Eu sempre assistia shows pela televisão e ficava imaginando a emoção que devia ser estar no palco, com centenas ou milhares de pessoas te assistindo e curtindo o seu som... Acho que daí surgiu meu interesse... Fazer algo que as pessoas gostem e que as façam sair de casa para ir me ver cantar. A minha primeira composição foi para uma competição em um jogo, gostei do resultado e recebi muitas críticas positivas. Foi quando passei a compor. Eu devia ter uns 14 ou 15 anos.
Como você definiria o seu som?
R: Mensagem, Amor e Conteúdo. ( MAC )
Quais são os seus artistas favoritos? Diz para gente o nome dos três artistas que sempre estão no seu repeat:
R: Gosto de tanta música e de tantos seguimentos diferentes que é até difícil selecionar apenas três. Mas, os que vivem em minhas playlists com certeza são: Criolo Doido, Mc Marechal e Eminem.
Imaginamos que para compor e criar música, nos inspiramos não só nos artistas que achamos mais legais, mas também nas situações que vivemos no dia-a-dia. Que pessoas são musas inspiradoras para você? E que tipo de situação provoca a criação artística?
R: Acho que qualquer situação pode ser inspiradora, eu tiro muitas músicas de rimas, ligo alguma batida instrumental e vou rimando até criar ocasionalmente uma frase que eu mesmo fale "Opa, isso ficou bom!". E dessa frase sai uma música... Às vezes, uso a frase como tema, ou ela torna-se o refrão, ou o início da música. A imaginação ajuda muito quando vou compor algo. Eu entro na música, não apenas coloco palavras no papel: eu me torno um personagem e escrevo.
Com quem você gostaria de realizar um trabalho em conjunto?
R: Eu gostaria de realizar algum trabalho com muitos músicos e/ou grupos como Criolo, Emicida, Projota, Anita, quem sabe misturar um Rap com Rock junto a alguma banda.. Mas com quem eu mais gostaria de criar algo junto é com o cantor Zé Ramalho.
A letra da música "Mulek de Rua" é muito boa e retrata a infância de muitos aqui do Hotel. Todas as brincadeiras, jogar taco na rua, rolou uma identificação entre nós Staffs! Queria saber a sua opinião sobre músicas que não só retratam a vida na periferia, mas que de alguma maneira, exploram apenas os pontos negativos de viver em uma.
R: Acho que tudo é uma questão de ponto de vista. Para quem vive na periferia os "pontos negativos" são vistos como a normalidade de quem vive fora dela. O RAP é muito conhecido por ser a voz da periferia e no meu ponto de vista explorar os pontos negativos de se viver em uma periferia não é ruim. Uma criança escuta uma dos "Racionais MC", "Sabotage" ou "RZo", entre muitos outros, e pensa "espera aí, eu não quero isso", sem contar que a música quebra barreiras e serve para abrir o olho da população e dos políticos: nos anos 90 até meados de 2005, no auge do grupo "Racionais MC", eles relatavam a vida dura na periferia, mais especificamente no Capão Redondo - SP. E de lá pra cá foi um dos bairros que mais teve melhorias em relação ao resto das periferias, afinal os Racionais estavam apontando diversos pontos negativos do local, que faltava isso ou aquilo...
Rap é cultura e para participar das batalhas não é preciso apenas saber rimar, tem que ter muita criatividade e sagacidade para enfrentar o oponente e conquistar o público. Conte-nos um pouco mais sobre a sua preparação antes de cada Batalha.
R: A parte mais difícil de uma batalha de rimas é o nervosismo. Eu rimo com amigos tranquilo, mas, quando chega a minha vez na batalha Hip Hop por Prazer (Praia Grande- SP) ou na Conselheiro (Santos-SP), o coração acelera, adrenalina à mil... Mesmo sendo uma batalha onde conheço quase todos que estão em volta... Evito ter rimas "pré-construídas" na cabeça pois isso me atrapalha muito na hora de encaixar no que estou dizendo e acabo me enrolando. Treino bastante fazer rimas, praticamente todos os dias e uma garrafa de água não pode faltar... hahaha!
O mercado musical do Brasil é bem diverso e competitivo. Imaginamos que fazer a mensagem do que você compõe chegar ao coração e à mente do pessoal é um dos desafios da criação musical. Com que tipo de público você acha que rola mais identificação com a sua música?
R: A musica Mulek de Rua, foi bem recebida por diversos públicos, idosos, adultos e jovens, até algumas pessoas que não gostam de RAP chegaram a comentar "não curto este tipo de música, mas a sua está muito boa", porém outras músicas minhas são mais bem recebidas entre jovens e adultos que gostam de RAP.
Quais são os seus outros interesses? Esportes, hobbies, etc?
R: Andar de skate, fazer um som na praia com violão e cajon, programar sites, dar uma volta com amigos...
Quais as dicas que você daria para o pessoal que tem interesse em compor mas não sabe por onde começar?
R: Treinar a escrita e pesquisar muitas palavras e sinônimos para evitar repetições. Fazer redações ajuda bastante e quando escrever algo, não se afobar querendo publicar ou gravar a música, fique sem ler a composição por pelo menos uma semana, quando você for lê-la novamente será outra visão e talvez você mude muitas coisas.
Gente boa ele né?
Dêem uma olhada num trechinho da música "Mulek de Rua":
Diversão das antiga, bolinha de gude e pipa
Nas esquinas juntando os meninos e as meninas
Corre cutia, Polícia e Ladrão, cabra-cega
Pião, esconde esconde e pega pega
Por Mac Love
Vamos curtir o som dele?
Até a próxima do espaço #HabboRecords pessoal!
